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Narrar Piedade

Ficha técnica

Título: Narrar Piedade: recriando territórios esquecidos
Ano: 2025
Tipo: Não ficção (ensaio)
Páginas: 136
Editora: Cubile Editorial
Formato: 16 x 23 cm
Peso: 200g
Acabamento: Brochura
Lançamento: dezembro de 2025
ISBN: 978-65-981547-7-6
Organização: Matheus Rolim, Cícero Santos e Pedro Carvalho
Edição e projeto gráfico: Cícero Santos e Pedro Carvalho

Este livro foi financiado pela Lei Aldir Blanc.

Narrar Piedade: recriando territórios esquecidos é um projeto realizado através da Lei Aldir Blanc II de Piedade por Matheus Rolim, em parceria com a Cubile Editorial. O projeto se propôs a produzir coletivamente um livro crítico de história e memória de Piedade, a partir de oficinas temáticas com moradores, pesquisadores, artistas e produtores culturais.

A ideia nasce da escassa bibliografia historiográfica da cidade, da ausência de um acervo municipal e de um museu, e, em nível nacional, do apagamento da memória brasileira agravado a partir de 2018, como os incêndios do Museu Nacional, do Museu da Língua Portuguesa e da Cinemateca, além da destruição da fauna e flora e do extermínio de povos originários pelo agronegócio e pela mineração.

As quatro oficinas foram realizadas em espaços históricos da cidade, como o Centro Cultural Piedadense (antigo Clube Literário) e a Casa da Cultura Paulo de Andrade, e se dividiram nos eixos: história e memória em Piedade; experiências urbanas e grupos marginalizados; patrimônio material e imaterial piedadense; e produção cultural local. Durante as oficinas, foram realizados debates com os participantes e sugestões de produções em várias linguagens, como artigo, ensaio, poema, relato, fotografia e pintura, parte das quais foi incluída no livro, ao lado de textos encomendados a pesquisadores. O projeto reuniu doze produções dos participantes, entre cartas, artigos, ensaios, pinturas, fotografias e um texto sobre o projeto do museu em Piedade, organizadas conforme os eixos temáticos das oficinas, além de introdução e posfácio escritos por Cícero Santos e Pedro Carvalho e um ensaio ficcional de Matheus Rolim. O resultado é um livro de vozes plurais, que não se propõe definitivo, mas busca contribuir para a discussão sobre a cidade e incentivar futuras publicações que se debrucem sobre a história local.

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