

BIOGRAFIA
Matheus Rolim (Piedade, SP, 1994) é escritor, também atuando como artista visual e compositor. Sua produção, em prosa, fotografia, colagem e música, investiga o que resta e o que se perde de um território, movendo-se entre o íntimo e o coletivo, entre os limites que aprisionam e os que abrigam, tendo sua cidade natal como palco recorrente dos dramas humanos que atravessam seu trabalho.
É psicólogo clínico (Uniso, 2019) e cursa atualmente a pós-graduação "Mundo das Imagens: método e prática de Nise da Silveira" (Unimes). Integrou o conselho de cultura de Piedade (2014–2018) e foi membro do coletivo Cultura Livre (2015–2024), colaborando na realização de eventos culturais mensais e gratuitos em espaços históricos da cidade, onde também apresentava seu trabalho com música, colagens e zines. Em 2023, atuou no CAPS II de Piedade como psicólogo clínico, conduzindo oficinas de arteterapia, musicoterapia, biblioterapia, skate e ações antimanicomiais.
Em 2024, publicou o livro de contos Coração-de-bicho (Lei Paulo Gustavo 2023 de Piedade), com imagem de capa e colagens de sua própria autoria, reunindo narrativas marcadas pela memória, a violência, a morte e o amor em um cenário de cidade pequena e caipira. No mesmo ano, organizou o livro de história e memória Narrar Piedade: recriando territórios esquecidos, em parceria com a Cubile Editorial (Lei Aldir Blanc II 2024 de Piedade), escrito a muitas mãos a partir de oficinas realizadas no território com moradores, artistas, pesquisadores e produtores culturais.
No campo das artes visuais, desenvolve trabalhos com colagem, fotografia e publicações independentes, valendo-se da iconografia brasileira, imagens rurais e urbanas que remetem a outros tempos no presente, pensando os modos como a memória e o trauma se produzem, transmitem e se apagam. Destacam-se o fotolivro Enraizamento (2025), com fotografias de Piedade, e o zine Casas Possíveis (2025), com fotografias do centro histórico de São Paulo.
Como compositor, lançou em 2024 o single "Temor e Tremor" (Lei Paulo Gustavo 2023 de Piedade) e o videoclipe da canção, que roteirizou e dirigiu em parceria com o Studio Dropp, gravado nas cidades de Piedade e Tapiraí como parte de uma pesquisa sobre a poética do território.
Atualmente vive e trabalha em Piedade, onde segue desenvolvendo novos projetos entre literatura, fotografia e música.

